É muito mais fácil falar do que escrever. Não tem a ver com o facto da escrita ser mais cuidada, não, até porque, mesmo ao falar tento sempre dignificar a língua de Camões. Prende-se, isso sim, com a escrita ser mais solitária, sem interacção e reduzida ao "papel".
Falar implica comunicar verbalmente e com gestos, com olhares, com sorrisos, com um contacto físico e até com o tom de voz e as inflexões que são ou não utilizadas.
Escrever, obriga à escolha das palavras que carreguem consigo, para além da ideia que se pretende partilhar, as texturas que se não podem palpar, os aromas que se não podem sentir e os sons que se não ouvem.
Quando estamos face a face com o nosso interlocutor apercebemo-nos rapidamente das suas reacções e da sua capacidade de captar a nossa mensagem.
Quantas vezes um simples olhar nos provoca uma sensação tão forte que não conseguimos fingir que não o vimos?
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