9 de março de 2021

 Quando a tempestade passar

E se amansem as estradas

E sejamos sobreviventes

de um naufrágio coletivo.

Com o coração choroso

e o destino abençoado

Vamos nos sentir bem-aventurados

Tão só por estar vivo.


E nós lhe daremos um abraço

ao primeiro desconhecido

elogiaremos a sorte

de manter um amigo.


E aí nós lembraremos

Tudo aquilo que perdemos

e de uma vez aprenderemos

tudo o que não aprendemos.


Não teremos mais inveja

pois todos sofreram.

Não teremos mais desidia

Seremos mais compassivos.


Valerá mais o que é de todos

Que eu nunca consegui

Seremos mais generosos

E muito mais comprometidos


Nós entenderemos o frágil

O que significa estar vivo?

Vamos suar empatia

por quem está e quem se foi.


Sentiremos falta do velho

que pedia peso no mercado,

que nós não soubemos o nome dele

e sempre esteve ao seu lado.


E talvez o velho pobre

Era Deus disfarçado.

Você nunca perguntou o nome

Porque você estava com pressa.


E tudo será milagre

E tudo será um legado

E a vida será respeitada.

A vida que vencemos.


Quando a tempestade passar

Eu te peço Deus, triste.

Que nos tornes melhores.

como você nos sonhou.

                            Alexis Valdés

                

28 de agosto de 2012

Passos Coelho referiu que “estar desempregado não pode ser, para muita gente, como é ainda hoje em Portugal, um sinal negativo. Despedir-se ou ser despedido não tem de ser um estigma, tem de representar também uma oportunidade para mudar de vida, tem de representar uma livre escolha também, uma mobilidade da própria sociedade”. Mas então, se não é um sinal negativo, porque temos de dar tantas regalias aos SENHORES DEPUTADOS quando acabam os mandatos?!? Porquê mais um sibsídio de integração a quem, para ir para um lugar que escolheu, foram dadas um sem fim de regalias e de subsídios de deslocação, enquanto, por exemplo, os professores, são colocados longe de vcasa, com horários incompletos e que paguem tudo do seu bolso. E, no ano seguinte, se não ficarem colocados... paciência...

Troika e Portugal

Como é possível pedirem-se, ou melhor, exigirem-se tantos sacrifícios aos Portugueses e depois os políticos serem aumentados 1,5%. E ninguém se revolta? Acabei de passar no supermercado e estava um pobre homem na caixa que ía trazer uma vassoura e detergente. Afinal a vassoura custava 3,99€ pelo que o homem não tinha dinheiro para o detergente ... e levou só a vassoura. Eu estava bem atrás na fila mas tive vontade de ir até ele e pagar o detergente... Miséria de país!

20 de março de 2012

Outra vida


No ventre de uma mulher grávida estavam dois bebés.
O primeiro pergunta ao outro:
Tu acreditas na vida após o nascimento?
Certamente que sim. Algo tem de haver depois de nascermos! Talvez estejamos aqui, principalmente, porque precisamos de nos preparar para o que seremos mais tarde. Tolice, não há vida após o nascimento. E se houvesse como seria ela? ......
Eu cá não sei, mas certamente haverá mais luz lá do que aqui... Talvez caminhemos com os nossos próprios pés e comamos com a boca.
Isso é absurdo! Caminhar é impossível. E comer com a boca é totalmente ridículo! O cordão umbilical alimenta-nos. Estou convencido de que a vida após o nascimento não existe, pois o cordão umbilical é muito curto!
Olha, eu penso de outro modo. Penso que há algo depois do nascimento, talvez um pouco diferente do que estamos habituados a ter aqui...
Mas nunca ninguém voltou de lá, para nos falar sobre isso!? O parto é o fim da vida. E a vida, afinal, nada mais é do que a angústia prolongada na escuridão.
Bem, eu não sei exactamente como será depois do nascimento, mas com certeza veremos a mamã e ela cuidará de nós.
Mamã? Tu acreditas na mamã? E onde está ela?
Onde? Em tudo à nossa volta! Nela e através dela é que nós vivemos. Sem ela nada disto existiria!
Eu não acredito. Nunca vi nenhuma mamã, pelo que não existe mamã nenhuma!
Eu acredito. E sabes porquê? Porque às vezes, quando estamos em silêncio, ouço-a cantar e sinto como ela afaga o nosso mundo. E também penso que a nossa vida só será "real"depois de termos nascido. Nesse momento tomará nova dimensão. Aqui, onde estamos agora, apenas estamos a preparar-nos para essa outra vida...

3 de março de 2012

O que Distingue um Amigo Verdadeiro

Não se pode ter muitos amigos. Mesmo que se queira, mesmo que se conheçam pessoas de quem apetece ser amiga, não se pode ter muitos amigos. Ou melhor: nunca se pode ser bom amigo de muitas pessoas. Ou melhor: amigo. A preocupação da alma e a ocupação do espaço, o tempo que se pode passar e a atenção que se pode dar — todas estas coisas são finitas e têm de ser partilhadas. Não chegam para mais de um, dois, três, quatro, cinco amigos. É preciso saber partilhar o que temos com eles e não se pode dividir uma coisa já de si pequena (nós) por muitas pessoas.

Os amigos, como acontece com os amantes, também têm de ser escolhidos. Pode custar-nos não ter tempo nem vida para se ser amigo de alguém de quem se gosta, mas esse é um dos custos da amizade. O que é bom sai caro. A tendência automática é para ter um máximo de amigos ou mesmo ser amigo de toda a gente. Trata-se de uma espécie de promiscuidade, para não dizer a pior. Não se pode ser amigo de todas as pessoas de que se gosta. Às vezes, para se ser amigo de alguém, chega a ser preciso ser-se inimigo de quem se gosta.

Em Portugal, a amizade leva-se a sério e pratica-se bem. É uma coisa à qual se dedica tempo, nervosismo, exaltação. A amizade é vista, e é verdade, como o único sentimento indispensável. No entanto, existe uma mentalidade Speedy González, toda «Hey gringo, my friend», que vê em cada ser humano um «amigo». Todos conhecemos o género — é o «gajo porreiro», que se «dá bem com toda a gente». E o «amigalhaço». E tem, naturalmente, dezenas de amigos e de amigas, centenas de amiguinhos, camaradas, compinchas, cúmplices, correligionários, colegas e outras coisas começadas por c.
Os amigalhaços são mais detestáveis que os piores inimigos. Os nossos inimigos, ao menos, não nos traem. Odeiam-nos lealmente. Mas um amigalhaço, que é amigo de muitos pares de inimigos e passa o tempo a tentar conciliar posições e personalidades irreconciliáveis, é sempre um traidor. Para mais, pífio e arrependido. Para se ser um bom amigo, têm de herdar-se, de coração inteiro, os amigos e os inimigos da outra pessoa. E fácil estar sempre do lado de quem se julga ter razão. O que distingue um amigo verdadeiro é ser capaz de estar ao nosso lado quando nós não temos razão. O amigalhaço, em contrapartida, é o modelo mais mole e vira-casacas da moderação. Diz: «Eu sou muito amigo dele, mas tenho de reconhecer que ele é um sacana.» Como se pode ser amigo de um sacana? Os amigos são, por definição, as melhores pessoas do mundo, as mais interessantes e as mais geniais. Os amigos não podem ser maus. A lealdade é a qualidade mais importante de uma amizade. E claro que é difícil ser inteiramente leal, mas tem de se ser.

Miguel Esteves Cardoso, in 'Os Meus Problemas'

20 de dezembro de 2011

Love is... forever!

Kids, oh Kids, qdo se dá por ela, eles cresceram e já são adultos.
Quando eles são pequenos corremos atrás deles, 1º para não se magoarem, depois para os levarmos aqui e ali. Finalmente, qdo crescem, corremos atrás deles para os conseguirmos abraçar.
E quando eles devolvem o abraço, bem apertado, que felicidade!

4 de setembro de 2011

O LAÇO E O ABRAÇO



Meu Deus! Como é engraçado!
Eu nunca tinha reparado como é curioso um laço... uma fita dando voltas.
Enrosca-se, mas não se embola, vira, revira, circula e pronto: está dado o
laço. É assim que é o abraço: coração com coração, tudo isso cercado de
braço. É assim que é o laço: um abraço no presente, no cabelo, no vestido,
em qualquer coisa onde o faço.
E quando puxo uma ponta, o que é que acontece? Vai escorregando...
devagarzinho, desmancha, desfaz o abraço.
Solta o presente, o cabelo, fica solto no vestido.
E, na fita, que curioso, não faltou nem um pedaço.
Ah! Então, é assim o amor, a amizade.
Tudo que é sentimento. Como um pedaço de fita.
Enrosca, segura um pouquinho, mas pode se desfazer a qualquer hora,
deixando livre as duas bandas do laço. Por isso é que se diz: laço
afetivo, laço de amizade.
E quando alguém briga, então se diz: romperam-se os laços.
E saem as duas partes, igual meus pedaços de fita, sem perder nenhum pedaço.
Então o amor e a amizade são isso...
Não prendem, não escravizam, não apertam, não sufocam.
Porque quando vira nó, já deixou de ser um laço!


Mário Quintana

17 de junho de 2011

Se beber, não conduza

"Fui à festa, mãe. Fui à festa, e lembrei-me do que me disseste. Pediste-me que eu não bebesse álcool, mãe... Então, bebi uma 'Sprite'. Senti orgulho de mim mesma, exactamente o modo como me disseste que eu me sentiria. E que não deveria beber e de seguida conduzir. Ao contrário do que alguns amigos me disseram. Fiz uma escolha saudável, e o teu conselho foi correcto. Quando a festa finalmente acabou e o pessoal começou a conduzir sem condições, fui para o meu carro, na certeza de que iria para casa em paz... Eu nunca poderia esperar... Agora estou deitada na rua e ouvi o policia dizer: 'O rapaz que causou este acidente estava bêbado'. Mãe, a voz parecia tão distante... O meu sangue está por todo o lado e eu estou a tentar com todas as minhas forças não chorar... Posso ouvir os paramédicos dizerem: 'A rapariga vai morrer'... Tenho a certeza de que o rapaz não tinha a menor ideia, enquanto ele estava a toda velocidade, afinal, ele decidiu beber e conduzir!! E agora eu tenho que morrer. Então... Porque é que as pessoas fazem isso, mãe? Sabendo que isto vai arruinar vidas? A dor está a cortar-me como uma centena de facas afiadas. Diz à minha irmã para não ficar assustada, mãe, diz ao pai que ele tem que ser forte. Quando eu partir, escreva 'Menina do Pai' na minha sepultura... Alguém deveria ter dito àquele rapaz que é errado beber e conduzir. Talvez, se os pais dele o tivessem avisado, eu ainda estivesse viva... Minha respiração está a ficar mais fraca mãe, e estou a ficar realmente com medo. Estes são os meus momentos finais e sinto-me tão desesperada... Gostaria que tu pudesses abraçar-me mãe, enquanto estou aqui esticada a morrer, gostaria de poder dizer que te amo mãe... Então... Amo-te Adeus...' ---------------------------------------------------------------------------------------
Estas palavras foram escritas por um jornalista que presenciou o acidente. A jovem, enquanto agonizava, ia dizendo as palavras e o jornalista ia anotando...

22 de maio de 2011

André Villas-Boas





GRANDE ANDRÉ.



Sim grande como treinador e grande como Homem. Deu-nos muitos motivos de alegria durante este ano e vai levar longe o nome de Portugal, sem contudo perder a humildade. Educado e um verdadeiro Gentleman.



Obrigado André!

2 de janeiro de 2011

Mensagem de Natal


Recebi esta msg de Natal do JC e não resisti a partilhá-la. Bgda JC


Dezembro é, por natureza, o mês em que abrimos as gavetas da alma e deixamos a magia entrar no nosso quotidiano mecanizado... É nesta época que a mensagem faz mais sentido e as lembranças nos assaltam com mais intensidade; mesmo que por um lapso de tempo, acreditamos que Deus, num gesto magnânimo, enviou o seu filho para salvar a humanidade do seu próprio inferno... Na consoada partilhamos a centelha da eternidade e na fé que nos conforta imaginamos o novo ano de todos os contentamentos..., é esta energia transcendental que nos ajuda na travessia dos desertos..., repletos de miragens..., na busca determinada do oásis prometido... A memória encerra os lamentos de tudo o que perdemos e desperdiçamos..., mas tb a alegria das conquistas, das estapas e dos sonhos cumpridos... O passado e o presente tocam-se no balanço de final de ano... enquanto o futuro espreita no desejo de um novo ciclo. Apesar do cepticismo ser teimoso, a esperança é obstinada e gosto de acreditar que a verdadeira mudança acontece, que o inocente que colocamos nas palhas do presépio tem uma dimensão real, que a mesa onde nos juntamos para celebrar a familia é mais do que iguarias e que o amor é o motor dos nossos actos... Existe tb a indignação pelas amarguras de um destino ingrato e injusto, para tantos a quem o sofrimento é a única realidade que conhecem..., mas existe tb a determinação fraterna que pugna pela prosperidade, por um mundo mais belo, solidário e ético. Desejo que esta data não seja uma referência no calendário, uma festa enraizada na rotina, mas sim no espirito e que tenhamos o dom de transformar o banal em excepcional. Apesar de alguma tristeza latente, porque a saudade é genética, floresce a convicção de dias de bonança e felicidade. A todos, os meus sinceros votos de um Feliz Natal, repleto de benções, na união dos afectos e um Ano Novo pleno de realizações e sucesso.Estas foram as palavras que encontrei nas gavetas que abri...Abraço fraterno. JC