
24 de março de 2009
20 de março de 2009
Primavera!
18 de março de 2009
A 4ª DIMENSÃO
15 de março de 2009
Aprender a rezar na era da técnica
Tradicionalmente há a tendência para as colocar quase como se fossem dois inimigos, a ciência e a religião. A ciência como espaço que vai tirando bases e fundamentos religiosos através de novas investigações. Eu acho que podemos não ter esta visão dualista entre ciência e religião. Para já, os próprios métodos científicos pressupõem internamente uma espécie de crença. Aliás, há vários autores que falaram sobre esta ideia: a ciência, dentro dela própria, tem uma crença nos seus métodos. Uma crença que não é uma crença religiosa, não é uma crença num deus ou em vários deuses, mas é uma crença nos seus métodos. Portanto, acredita que os seus métodos conseguem chegar à verdade. E isto é, de certa maneira, uma crença. Por outro lado, há inúmeros casos de cientistas crentes. Cientistas de grande qualidade extremamente crentes. Portanto, não é uma coisa que invalide a outra. Penso, aliás, que há uma tendência mais recente… Há várias tendências. Há uma tendência anti-religiosa, há uma tendência científica que se aproxima da religião. Há tantas tendências e tão diferentes que é difícil dizermos que a ciência vive sem religião ou que a religião se afasta da ciência, ou vice-versa. Há uma série de movimentos que estão a aparecer. O que só mostra que, realmente, a religião é uma coisa que não se pode eliminar das vidas. Isso para mim é muito claro. Mesmo quando uma pessoa combate a religião, é sinal de que o carácter religioso continua presente e tem importância. Porque nós não combatemos algo que não tem importância. A única conclusão que eu tiro é que mesmo com a evolução científica prodigiosa dos últimos tempos, a religião continua sempre, qualquer que ela seja, a ter o seu espaço.
Gonçalo M. Tavares (a entrevista completa pode ser lida no link do título deste post)
Gonçalo M. Tavares (a entrevista completa pode ser lida no link do título deste post)
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