31 de dezembro de 2007

Faltam menos de 10 horas para 2008


Um novo ano quase a romper e com ele a ilusão de que tudo vai ser diferente; umas tantas resoluções que não passam do papel e uns tantos sonhos que o desenrolar dos dias se vai encarregando de desfazer...
Esta tendência para o determinismo...para a falta de sorte que leva a que nada seja como se quere...

Enquanto pusermos no exterior a mudança e esperarmos que algo aconteça... tudo ficará como dantes...

Tomemos as resoluções mas empenhemo-nos nelas, minuto a minuto, dia a dia, tornemo-las realidade...

Já dizia o poeta "...quem sabe faz a hora, não espera acontecer..."



FELIZ 2008

27 de dezembro de 2007

Benazir Bhutto vítima de atentado



Benazir Bhutto

Que mundo é este onde as divergências de opinião se resolvem por meio de atentados?! Violência gratuita e cobarde onde fanáticos se disfarçam no meio da multidão para pôr um fim na vida das pessoas que pensam de maneira diferente.
E que fanatismo este que leva alguém a fazer-se estourar para levar avante uma ideologia? Poderá alguém acreditar nestas ideias?
Sim a vida não é justa, mas... que cobardia... nem sequer permitir que a(s) sua(s) vítima(s) vejam o rosto do seu carrasco...

21 de dezembro de 2007

And so, it is Christmas...


E eis que o Natal está oficialmente a chegar.

Natal para todos: para os pobres, para os ricos, para os tristes, para os apaixonados, para os que esperam e para os que deseperam!

É Natal para todos nós e está em cada um levar um pouco de Natal aquele que passa e que não tem com quem partilhar o Natal.

Mas não só hoje, porque nesta quadra, toda a gente se lembra deles, dos que não têm, mas durante o ano inteiro, em que tantas noites estão sós, nessa altura, que bem sabia que fosse Natal...

E que houvesse um ombro... um ouvido... uma alma em úníssono.

Muitas vezes até são ricos em termos materiais mas tão pobres em amor, amizade, compreensão...

FELIZ NATAL para todos nós!

17 de dezembro de 2007

Segurança e Liberdade

A noite está cada vez mais insegura, e o dia também. Sabemos que saímos de casa mas não sabemos se chegamos. As portas dos carros sempre travadas, para não se correr o risco de se ser abordado por gente indesejável.
Se se vai a pé, vai-se alerta, olha-se para um lado e para o outro, sempre a adivinhar as intenções de quem se cruza connosco, tentando antecipar as reacções que possam ter e que colidam connosco.
Mas como evitar este clima de tensão num país onde o desemprego atinge os valores mais altos da UE, onde existem grandes abismos sociais e onde cada dia aumenta o número de excluídos sociais?
Torna-se necessário saber quem vai aonde, vigiar, quase que policiar... e aí, a liberdade que tanto custou a obter começa a desaparecer em nome de alguma segurança.

6 de dezembro de 2007

A palavra por dizer


Ainda hoje penso no telefonema que não fizeste, nas palavras que não soubeste dizer, nas atitudes que não soubeste tomar...
Vives refém de erros do passado que insistes em não querer ultrapassar, pelo medo do que os outros vão dizer!
Tu que vives da imagem, das palavras não sentidas e dos gestos bonitos que tens, tornas-te refém do teu passado e não ousas ser feliz.
Até gostavas de ousar mas... e se os teus fantasmas se materializam, se os teus erros são descobertos... e se...e se...
Sabes o que é o Amor mas tens medo de o viver, porque deixas de estar no comando.
A ti que te preocupas desmesuradamente com a tua imagem, com o teu nome, com aquilo que consegues obter e não tens a coragem de sentir... a ti eu relembro esta frase:

"Quem passou pela vida e não sofreu.... passou pela vida, não viveu"!

5 de dezembro de 2007

eu imPORTO-me





Ontem a baixa do Porto foi palco de encontro das gentes do Porto, de todos os níveis sociais e culturais, para, em conjunto, prestarem homenagem à sua cidade, comemorando o 11º aniversário da elevação da zona ribeirinha a Património Mundial.
Uma cidade bela, cinzenta pelo granito que a caracteriza e que molda a vontade férrea dos portuenses, que sabem lutar por aquilo em que acreditam, sem esmorecerem.
Um povo sincero, hospitaleiro e de coração são.
O Porto ... tão bem cantado por Rui Veloso, no seu Porto Sentido.
Cidade de contrastes; a única no mundo com uma festa tão própria - S. João - em que todos se misturam, se saúdam e brincam numa noite inteira de folia que termina, normalmente, na Foz, ao nascer do Sol.
Um rio D'Ouro que se orgulha de banhar a cidade Invicta e que lhe confere uma beleza ímpar.
Uma cidade com nevoeiro, nos dias frios de Inverno...
Muitos são os que, tendo nascido noutras terras, a adoptaram...
Também ela "Primeiro estranha-se... depois entranha-se..."
Uma cidade triste à primeira vista mas de que se aprende a gostar!

21 de novembro de 2007

Inventem-se novas formas de Amor

Estava eu a ler o blogue da senhora idosa espanhola (95 anos) que ganhou o prémio do melhor blog espanhol e deparei-me com um comentário sobre o Amor, em resposta a uma "piquena" de 18 anos.

Mas será que realmente existe o Amor para toda a vida? E o que é toda a vida? Sim porque se duas pessoas se amam e uma delas morre algum (pouco) tempo depois de se conhecerem, aí, não foi difícil existir o amor para toda a vida.
Mas, e quando toda a vida são dias, meses, anos, décadas?
É mais fácil namorar a vida toda... está-se junto quando se quer e cada um na sua casa, quando bem apetece.
O dia a dia, a rotina, mata a paixão....Sim, eu sei que paixão e amor são diferentes e que a paixão consome muito... mas, qual de nós não gosta de estar apaixonado?
Quando se partilha diariamente o mesmo espaço, a mesma casa de banho, o mesmo quarto, vêm ao de cimo as pequenas diferenças e só uma grande cedência de parte a parte permite uma coabitação pacífica... mas que vai matando a paixão...
No namoro, se há um dia em que se está mal disposto, telefona-se e arranja-se uma desculpa para falhar o encontro mas, quando se vive debaixo do mesmo tecto, é quase inevitável o regresso a casa, umas palavras menos simpáticas para com os habitantes do mesmo espaço e... a relação começa a azedar...
Sabemos que as palavras são como as pedras, uma vez lançadas, já não as podemos fazer voltar atrás...
Se alguém conhecer uma nova forma de relação, deixe-a aqui em comentário.... Irá, concerteza, fazer diminuir o nº de divórcios a nível mundial!

14 de novembro de 2007

Felicidade - Sou Feliz porque estou viva

Eu hoje sou FELIZ...

Sou Feliz porque tenho uma casa de onde vejo o mar e onde entra o sol desde manhã até que se põe.
Sou Feliz porque quando o mundo me cai em cima, no dia seguinte eu descubro que ficou um buraquinho para escapar.
Sou Feliz porque tenho um ginásio onde gosto de ir.
Sou Feliz porque tenho boas recordações para relembrar.
Sou Feliz porque tenho um trabalho; não é bem aquilo que eu queria, mas é um e nos tempos livres posso fazer aquilo que me dá prazer.
Sou Feliz porque posso sonhar com as próximas férias e fazer planos.
Sou Feliz porque tenho saúde e me posso levantar todos os dias para ir trabalhar.
Sou Feliz porque a felicidade é também um estado de espírito e uma disposição para enfrentar o minuto que vem.

E tu, és FELIZ?

9 de novembro de 2007

Trabalho e índices de produtividade

O que leva tanta gente a querer ter emprego mas não gostar de trabalhar? Vai para o trabalho como quem vai para o cadafalso e sempre a queixar-se... Das duas três, ou não gosta daquilo que faz ou não gosta do que faz. Então força, arrisque e mude...

Como pode haver produtividade num país em que à hora de início do trabalho está o pessoal a entrar, poisar as coisas e ir tomar o café, quando não o pequeno almoço, ao bar ou à cantina?

Entusiasmem-se com o que fazem e tentem sempre fazer bem aquilo que fazem e vão ver como sentem prazer nisso.

À noite, ao deitar, cansado, que bom sentir-se a sensação do dever cumprido... em vez do dever comprido....

7 de novembro de 2007

Um dia começo a escrever

É muito mais fácil falar do que escrever. Não tem a ver com o facto da escrita ser mais cuidada, não, até porque, mesmo ao falar tento sempre dignificar a língua de Camões. Prende-se, isso sim, com a escrita ser mais solitária, sem interacção e reduzida ao "papel".

Falar implica comunicar verbalmente e com gestos, com olhares, com sorrisos, com um contacto físico e até com o tom de voz e as inflexões que são ou não utilizadas.

Escrever, obriga à escolha das palavras que carreguem consigo, para além da ideia que se pretende partilhar, as texturas que se não podem palpar, os aromas que se não podem sentir e os sons que se não ouvem.

Quando estamos face a face com o nosso interlocutor apercebemo-nos rapidamente das suas reacções e da sua capacidade de captar a nossa mensagem.

Quantas vezes um simples olhar nos provoca uma sensação tão forte que não conseguimos fingir que não o vimos?