14 de novembro de 2010
26 de setembro de 2010
Diferenças
Amante é aquilo que nos apaixona.
16 de setembro de 2010
"NÃO CONSIGO" tem de ser banido do dicionário

O elefante acorrentado
— Não consigo — disse-lhe. — Não consigo!
— Tens a certeza? — perguntou-me ele.
— Tenho! O que eu mais gostava era de conseguir sentar-me à frente dela e dizer-lhe o que sinto… Mas sei que não sou capaz.
O gordo sentou-se de pernas cruzadas à Buda, naqueles horríveis cadeirões azuis do seu consultório. Sorriu, fitou-me olhos nos olhos e, baixando a voz como fazia sempre que queria que o escutassem com atenção, disse-me:
— Deixa-me que te conte…
E sem esperar pela minha aprovação, o Jorge começou a contar.
Quando eu era pequeno, adorava o circo e aquilo de que mais gostava eram os animais. Cativava-me especialmente o elefante que, como vim a saber mais tarde, era também o animal preferido dos outros miúdos. Durante o espectáculo, a enorme criatura dava mostras de ter um peso, tamanho e força descomunais… Mas, depois da sua actuação e pouco antes de voltar para os bastidores, o elefante ficava sempre atado a uma pequena estaca cravada no solo, com uma corrente a agrilhoar-lhe uma das suas patas.
No entanto, a estaca não passava de um minúsculo pedaço de madeira enterrado uns centímetros no solo. E, embora a corrente fosse grossa e pesada, parecia-me óbvio que um animal capaz de arrancar uma árvore pela raiz, com toda a sua força, facilmente se conseguiria libertar da estaca e fugir.
O mistério continua a parecer-me evidente.
O que é que o prende, então?
Porque é que não foge?
Quando eu tinha cinco ou seis anos, ainda acreditava na sabedoria dos mais velhos. Um dia, decidi questionar um professor, um padre e um tio sobre o mistério do elefante. Um deles explicou-me que o elefante não fugia porque era amestrado.
Fiz, então, a pergunta óbvia:
— Se é amestrado, porque é que o acorrentam?
Não me lembro de ter recebido uma resposta coerente. Com o passar do tempo, esqueci o mistério do elefante e da estaca e só o recordava quando me cruzava com outras pessoas que também já tinham feito essa pergunta.
Há uns anos, descobri que, felizmente para mim, alguém fora tão inteligente e sábio que encontrara a resposta:
O elefante do circo não foge porque esteve atado a uma estaca desde que era muito, muito pequeno.
Fechei os olhos e imaginei o indefeso elefante recém-nascido preso à estaca. Tenho a certeza de que naquela altura o elefantezinho puxou, esperneou e suou para se tentar libertar. E, apesar dos seus esforços, não conseguiu, porque aquela estaca era demasiado forte para ele.
Imaginei-o a adormecer, cansado, e a tentar novamente no dia seguinte, e no outro, e no outro… Até que, um dia, um dia terrível para a sua história, o animal aceitou a sua impotência e resignou-se com o seu destino.
Esse elefante enorme e poderoso, que vemos no circo, não foge porque, coitado, pensa que não é capaz de o fazer.
Tem gravada na memória a impotência que sentiu pouco depois de nascer.
E o pior é que nunca mais tornou a questionar seriamente essa recordação.
Jamais, jamais tentou pôr novamente à prova a sua força…
— E é assim a vida, Damião. Todos somos um pouco como o elefante do circo: seguimos pela vida fora atados a centenas de estacas que nos coarctam a liberdade.
Vivemos a pensar que «não somos capazes» de fazer montes de coisas, simplesmente porque uma vez, há muito tempo, quando éramos pequenos, tentámos e não conseguimos.
Fizemos, então, o mesmo que o elefante e gravámos na nossa memória esta mensagem: «Não consigo, não consigo e nunca hei-de conseguir.»
Crescemos com esta mensagem que impusemos a nós mesmos e, por isso, nunca mais tentámos libertar-nos da estaca.
Quando, por vezes, sentimos as grilhetas e as abanamos, olhamos de relance para a estaca e pensamos:
Não consigo e nunca hei-de conseguir.
O Jorge fez uma longa pausa. Depois, aproximou-se, sentou-se no chão à minha frente e prosseguiu:
— É isto que se passa contigo, Damião. Vives condicionado pela lembrança de um Damião que já não existe, que não foi capaz.
»A única maneira de saberes se és capaz é tentando novamente, de corpo e alma… e com toda a força do teu coração!
Jorge Bucay
— Não consigo — disse-lhe. — Não consigo!
— Tens a certeza? — perguntou-me ele.
— Tenho! O que eu mais gostava era de conseguir sentar-me à frente dela e dizer-lhe o que sinto… Mas sei que não sou capaz.
O gordo sentou-se de pernas cruzadas à Buda, naqueles horríveis cadeirões azuis do seu consultório. Sorriu, fitou-me olhos nos olhos e, baixando a voz como fazia sempre que queria que o escutassem com atenção, disse-me:
— Deixa-me que te conte…
E sem esperar pela minha aprovação, o Jorge começou a contar.
Quando eu era pequeno, adorava o circo e aquilo de que mais gostava eram os animais. Cativava-me especialmente o elefante que, como vim a saber mais tarde, era também o animal preferido dos outros miúdos. Durante o espectáculo, a enorme criatura dava mostras de ter um peso, tamanho e força descomunais… Mas, depois da sua actuação e pouco antes de voltar para os bastidores, o elefante ficava sempre atado a uma pequena estaca cravada no solo, com uma corrente a agrilhoar-lhe uma das suas patas.
No entanto, a estaca não passava de um minúsculo pedaço de madeira enterrado uns centímetros no solo. E, embora a corrente fosse grossa e pesada, parecia-me óbvio que um animal capaz de arrancar uma árvore pela raiz, com toda a sua força, facilmente se conseguiria libertar da estaca e fugir.
O mistério continua a parecer-me evidente.
O que é que o prende, então?
Porque é que não foge?
Quando eu tinha cinco ou seis anos, ainda acreditava na sabedoria dos mais velhos. Um dia, decidi questionar um professor, um padre e um tio sobre o mistério do elefante. Um deles explicou-me que o elefante não fugia porque era amestrado.
Fiz, então, a pergunta óbvia:
— Se é amestrado, porque é que o acorrentam?
Não me lembro de ter recebido uma resposta coerente. Com o passar do tempo, esqueci o mistério do elefante e da estaca e só o recordava quando me cruzava com outras pessoas que também já tinham feito essa pergunta.
Há uns anos, descobri que, felizmente para mim, alguém fora tão inteligente e sábio que encontrara a resposta:
O elefante do circo não foge porque esteve atado a uma estaca desde que era muito, muito pequeno.
Fechei os olhos e imaginei o indefeso elefante recém-nascido preso à estaca. Tenho a certeza de que naquela altura o elefantezinho puxou, esperneou e suou para se tentar libertar. E, apesar dos seus esforços, não conseguiu, porque aquela estaca era demasiado forte para ele.
Imaginei-o a adormecer, cansado, e a tentar novamente no dia seguinte, e no outro, e no outro… Até que, um dia, um dia terrível para a sua história, o animal aceitou a sua impotência e resignou-se com o seu destino.
Esse elefante enorme e poderoso, que vemos no circo, não foge porque, coitado, pensa que não é capaz de o fazer.
Tem gravada na memória a impotência que sentiu pouco depois de nascer.
E o pior é que nunca mais tornou a questionar seriamente essa recordação.
Jamais, jamais tentou pôr novamente à prova a sua força…
— E é assim a vida, Damião. Todos somos um pouco como o elefante do circo: seguimos pela vida fora atados a centenas de estacas que nos coarctam a liberdade.
Vivemos a pensar que «não somos capazes» de fazer montes de coisas, simplesmente porque uma vez, há muito tempo, quando éramos pequenos, tentámos e não conseguimos.
Fizemos, então, o mesmo que o elefante e gravámos na nossa memória esta mensagem: «Não consigo, não consigo e nunca hei-de conseguir.»
Crescemos com esta mensagem que impusemos a nós mesmos e, por isso, nunca mais tentámos libertar-nos da estaca.
Quando, por vezes, sentimos as grilhetas e as abanamos, olhamos de relance para a estaca e pensamos:
Não consigo e nunca hei-de conseguir.
O Jorge fez uma longa pausa. Depois, aproximou-se, sentou-se no chão à minha frente e prosseguiu:
— É isto que se passa contigo, Damião. Vives condicionado pela lembrança de um Damião que já não existe, que não foi capaz.
»A única maneira de saberes se és capaz é tentando novamente, de corpo e alma… e com toda a força do teu coração!
Jorge Bucay
Egoísmo?
Se alguém me chama "egoísta", o que está a dizer-me?
Está a dizer-me "não penses em ti, pensa em mim."
Quem é o egoísta?
Desde há três ou quatro mil anos que o Talmude diz:Se eu não pensar em mim, quem o fará?
E se eu só pensar em mim, quem serei eu?
E se não for agora, quando?
Existem três categorias de pessoas:
Uma, a que, quando tem frio oferece toda a sua roupa de agasalho.
Outra, a que, quando sente frio, veste a sua roupa de agasalho.
E uma terceira que, quando sente frio, acende uma fogueira para se aquecer a si mesma e a todos os que queiram desfrutar do calor.
A primeira pessoa é suicida: irá morrer de frio.
A segunda é miserável: irá morrer sozinha.
A terceira é um ser humano normal, adulto e egoísta (acende a fogueira porque ele tem frio).
Eu quero ser aquele que acende milhares de fogueiras e, mais ainda, quero ser o que ensina milhares de seres humanos a acender fogueiras.
Definitivamente, não sou humilde.
Jorge Bucay
Está a dizer-me "não penses em ti, pensa em mim."
Quem é o egoísta?
Desde há três ou quatro mil anos que o Talmude diz:Se eu não pensar em mim, quem o fará?
E se eu só pensar em mim, quem serei eu?
E se não for agora, quando?
Existem três categorias de pessoas:
Uma, a que, quando tem frio oferece toda a sua roupa de agasalho.
Outra, a que, quando sente frio, veste a sua roupa de agasalho.
E uma terceira que, quando sente frio, acende uma fogueira para se aquecer a si mesma e a todos os que queiram desfrutar do calor.
A primeira pessoa é suicida: irá morrer de frio.
A segunda é miserável: irá morrer sozinha.
A terceira é um ser humano normal, adulto e egoísta (acende a fogueira porque ele tem frio).
Eu quero ser aquele que acende milhares de fogueiras e, mais ainda, quero ser o que ensina milhares de seres humanos a acender fogueiras.
Definitivamente, não sou humilde.
Jorge Bucay
14 de setembro de 2010
Carta de Abraham Lincoln ao professor do filho
Caro professor,
O XXX terá de aprender que nem todos os homens são justos, nem todos são verdadeiros, mas por favor diga-lhe que,
por cada vilão há um herói,
que por cada egoísta, há também um líder dedicado,
ensine-lhe por favor que por cada inimigo haverá também um amigo,
ensine-lhe que mais vale uma moeda ganha que uma moeda encontrada,
ensine-o a perder mas também a saber gozar da vitória,
afaste-o da inveja e dê-lhe a conhecer a alegria profunda do sorriso silencioso,
faça-o maravilhar-se com os livros,
mas deixe-o também perder-se com os pássaros do céu,
as flores do campo, os montes e os vales.
Nas brincadeiras com os amigos, explique-lhe que a derrota honrosa vale mais que a vitória vergonhosa,
ensine-o a acreditar em si, mesmo se sozinho contra todos.
Ensine-o a ser gentil com os gentis e duro com os duros,
ensine-o a nunca entrar no comboio simplesmente porque os outros também entraram.
Ensine-o a ouvir a todos, mas, na hora da verdade, a decidir sozinho,
ensine-o a rir quando esta triste e explique-lhe que por vezes os homens também choram.
Ensine-o a ignorar as multidões que reclamam sangue e a lutar só contra todos, se ele achar que tem razão.
Trate-o bem, mas não o mime, pois só o teste do fogo faz o verdadeiro aço, deixe-o ter a coragem de ser impaciente e a paciência de ser corajoso.
Transmita-lhe uma fé sublime no Criador e fé também em si, pois só assim poderá ter fé nos homens.
Eu sei que estou a pedir muito, mas veja o que pode fazer, caro professor."
Abraham Lincoln, 1830
O XXX terá de aprender que nem todos os homens são justos, nem todos são verdadeiros, mas por favor diga-lhe que,
por cada vilão há um herói,
que por cada egoísta, há também um líder dedicado,
ensine-lhe por favor que por cada inimigo haverá também um amigo,
ensine-lhe que mais vale uma moeda ganha que uma moeda encontrada,
ensine-o a perder mas também a saber gozar da vitória,
afaste-o da inveja e dê-lhe a conhecer a alegria profunda do sorriso silencioso,
faça-o maravilhar-se com os livros,
mas deixe-o também perder-se com os pássaros do céu,
as flores do campo, os montes e os vales.
Nas brincadeiras com os amigos, explique-lhe que a derrota honrosa vale mais que a vitória vergonhosa,
ensine-o a acreditar em si, mesmo se sozinho contra todos.
Ensine-o a ser gentil com os gentis e duro com os duros,
ensine-o a nunca entrar no comboio simplesmente porque os outros também entraram.
Ensine-o a ouvir a todos, mas, na hora da verdade, a decidir sozinho,
ensine-o a rir quando esta triste e explique-lhe que por vezes os homens também choram.
Ensine-o a ignorar as multidões que reclamam sangue e a lutar só contra todos, se ele achar que tem razão.
Trate-o bem, mas não o mime, pois só o teste do fogo faz o verdadeiro aço, deixe-o ter a coragem de ser impaciente e a paciência de ser corajoso.
Transmita-lhe uma fé sublime no Criador e fé também em si, pois só assim poderá ter fé nos homens.
Eu sei que estou a pedir muito, mas veja o que pode fazer, caro professor."
Abraham Lincoln, 1830
11 de setembro de 2010
Leonard Cohen in Lisbon - Ring the bells that still can ring
Foi um concerto fabuloso.
Um homem, senhor de uma voz fantástica, sem tiques de vedeta, que canta por missão, que o faz para partilhar com os outros um dom que tem, que o faz feliz e que faz os outros felizes.
3,5 horas de concerto para um Pavilhão Atlântico quase esgotado e no fim a alegria em todos os rostos que tinham partilhado aqueles momentos.
4 ou 5 encores e no fim ainda diz que espera que estejamos felizes e satisfeitos com o tempo que estivemos juntos. Como poderíamos não estar??
Um homem, senhor de uma voz fantástica, sem tiques de vedeta, que canta por missão, que o faz para partilhar com os outros um dom que tem, que o faz feliz e que faz os outros felizes.
3,5 horas de concerto para um Pavilhão Atlântico quase esgotado e no fim a alegria em todos os rostos que tinham partilhado aqueles momentos.
4 ou 5 encores e no fim ainda diz que espera que estejamos felizes e satisfeitos com o tempo que estivemos juntos. Como poderíamos não estar??
2 de setembro de 2010
31 de agosto de 2010
14 de agosto de 2010
O que dói mesmo!
11 de julho de 2010
Sentimentos e Sensações

"As pessoas esquecem o que dizemos e esquecem aquilo que fazemos, mas nunca esquecerão aquilo que as fizemos sentir."
E amor verdadeiro, será que existe, para além daquele que existe (em alguns casos) entre mãe /pai (?) e filhos?
Não será o amor, em vez de um sentimento nobre (com a excepção apontada anteriormente), um sentimento egoísta?
Eu quero saber q ele/ ela está bem, porque isso me dá prazer? Eu fico triste se a outra pessoa não está bem, será mesmo pelo que ele sofre ou pelas consequências que esse estado tem em mim?
A outra pessoa morre, por exemplo, e eu fico triste, mas será que é pelo outro ter partido e ter deixado de poder viver a vida, ou é antes porque deixei de ter as suas atenções, o seu carinho, a sua companhia?
Amor puro, desinteressado, pelo bem do outro...?!? Será?!?
E amor verdadeiro, será que existe, para além daquele que existe (em alguns casos) entre mãe /pai (?) e filhos?
Não será o amor, em vez de um sentimento nobre (com a excepção apontada anteriormente), um sentimento egoísta?
Eu quero saber q ele/ ela está bem, porque isso me dá prazer? Eu fico triste se a outra pessoa não está bem, será mesmo pelo que ele sofre ou pelas consequências que esse estado tem em mim?
A outra pessoa morre, por exemplo, e eu fico triste, mas será que é pelo outro ter partido e ter deixado de poder viver a vida, ou é antes porque deixei de ter as suas atenções, o seu carinho, a sua companhia?
Amor puro, desinteressado, pelo bem do outro...?!? Será?!?
8 de julho de 2010
O que é afinal a Paixão?

Uma dúvida me assalta:
O que é afinal a Paixão? Será um vício que se entranha e que, tal como uma droga, nos faz correr atrás? Será aquela dose de adrenalina que nos põe o coração a bater mais depressa, de cada vez q pensamos no alvo da paixão, que nos torna dependentes?
Nunca tinha pensado nisto desta maneira!!! Estranho...
O que é afinal a Paixão? Será um vício que se entranha e que, tal como uma droga, nos faz correr atrás? Será aquela dose de adrenalina que nos põe o coração a bater mais depressa, de cada vez q pensamos no alvo da paixão, que nos torna dependentes?
Nunca tinha pensado nisto desta maneira!!! Estranho...
16 de abril de 2010
Se eu morrer antes de você

Se eu morrer antes de você,
faça-me um favor:
Chore quanto quiser,
mas não se zangue com Deus
por Ele me ter levado.
Se não quiser chorar, não chore.
Se não conseguir chorar,não se preocupe.
Se tiver vontade de rir, ria.
Se alguns amigos contarem
algum facto a meu respeito,
ouça e acrescente a sua versão.
Se me elogiarem demais,
corrija o exagero.
Se me criticarem demais,
defenda-me.
Se me quiserem fazer de santo,
só porque morri,
mostre que eu tinha um pouco de santo,
mas estava longe de ser o santo que me pintam.
Se me quiserem fazer um demónio,
mostre que eu talvez tivesse um pouco de demônio,
mas que a vida inteira eu tentei ser bom e amigo.
Espero estar com Ele o suficiente para continuar a ser-lhe útil,
lá onde estiver.
E se tiver vontade de escrever
alguma coisa sobre mim,
diga apenas uma frase:
- "Foi meu amigo,
acreditou em mim e quis-me mais perto de Deus!"
- Aí, então, verta uma lágrima.
Eu não estarei presente para enxugá-la,
mas não faz mal.
Outros amigos farão isso no meu lugar.
E, vendo-me bem substituído,
irei cuidar da minha nova tarefa no céu.
Mas, de vez em quando,
dê uma olhada na direção de Deus.
Não me verá, mas eu ficarei muito feliz
vendo-o a olhar para Ele.
E, quando chegar a sua vez de ir para o Pai,
aí, sem nenhum véu a separar a gente,
vamos viver em Deus,
a amizade que aqui nos preparou para Ele.
Acredita nessas coisas?
Então ore para que nós vivamos
como quem sabe que vai morrer um dia,
e que morramos como quem soube viver direito.
A Amizade só faz sentido
se traz o céu para mais perto de nós,
e se inaugura aqui mesmo o seu começo.
Mas, se eu morrer antes de você,
acho que não vou estranhar o céu...
"Ser seu amigo...já é um pedaço dele...
13 de janeiro de 2010
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