10 de junho de 2008

Sexo e a Cidade


No fim de semana conseguiram arrastar-me para o cinema para ver este filme.
Na plateia havia um grupinho de "pitinhas" histéricas que, sempre que aparecia uma cena mais ousada, davam gritinhos. Mas, tirando esse pormenor e analisando o sucesso da série e, agora, do filme, que na primeira semana bateu os recordes de bilheteira do último Indiana Jones, conclui-se que vende porque retrata aquilo que é mesmo a realidade do ser humano, as suas aspirações, tensões e sentimentos.
Por exemplo:
A loura Samantha fica perdida de amores por um anel que está para leiloar na Sothebys e, com as suas inseparáveis amigas, apresenta-se na sala no dia do leilão. A licitação trava-se entre Samantha e uma outra compradora que está ali a mando de alguém que se encontra em contacto consigo pelo telefone. A parada vai subindo, subindo, até que Samantha, já muito além do seu orçamento, se vê obrigada a desistir. A surpresa acontece quando o seu artista de cinema lho oferece de presente, quando chega a casa.
A grande maioria das mulheres iria delirar com este presente... Samantha, que se sente frustrada profissionalmente, porque deixou tudo por amor, para poder estar perto do seu actor, sente uma desilusão enorme porque queria ter sido ela a oferecer-se a si própria o anel "com" brilhantes e não de brilhantes como ela própria faz questão de realçar, não vá ele tomar o caso como garantido!
O ser humano é muito complexo. Só é feliz quando está em permanente conquista. O gozo está no caminho que se percorre e não na conquista propriamente dita.

2 comentários:

Anónimo disse...

Amei esse filme.
Há um quiz no site da RFM para ver com que personagem nos identificamos mais. Façam o teste.
Eu sou a Charlotte

Anónimo disse...

Nada de novo, uma espécie de compacto da série que não me conquistou.
Quando se banaliza o sexo transforma-se o amor em algo secundário e descartável.
Cuidado com os riscos.