18 de janeiro de 2008

SOLIDÃO


4 comentários:

Anónimo disse...

Escolher a solidão...

Sempre essa arte quase obscena com que manipulas as palavras e as ideias, como se tudo fosse apenas um jogo, onde as máscaras eram as únicas imagens possiveis...
Fiquei cansado..., farto de fugir, de dizer não, como se a revolta muda fosse demasiado pesada para continuar...
As algemas já não me prendiam..., nem as fórmulas elaboradas me convenciam a aceitar as regras de um pacto que não era meu...
Achavas que te amava de uma forma crónica..., mas a alma impediu a dor de continuar, já não sinto os teus ombros no meu braço...
Tentei dizer-te que partia, sem despedidas, num exorcismo tentado, consumado de um adeus desconfortável e frio, mas obrigatório...
Sem lágrimas ou anseios, apenas a quase tristeza de uma página rasgada, de um presente esgotado..., exausto..., nú... e solitário!

Anónimo disse...

Fez-me chorar...Quanto custa um adeus!!!

baiebolta disse...

Quase tristeza...sim, fica sempre um sabor amargo quando nos entregamos incondicionalmente e depois vemos que, afinal, não fomos correspondidos tão intensamente como nos entregámos...

Obrigada por continuares a partilhar connosco a tua escrita maravilhosa!

Anónimo disse...

Não chorei mas fiquei com o coração arrepiado.
Quem és tu dreammaker?
Escolhe a solidão mas não escolhas o silêncio.
Obrigada pelo encantamento.